Comida dos pobres

Da: padre Carlos Jacob
A: Lado a Lado
Inviato: 08/04/11 14.58
Oggetto: Comida dos pobres

Padre JacobPubblichiamo una lettera inviata da padre Jacob (la traduzione, automatica, la trovate in calce).

Boa tarde,

numa época em que as previsões apontam para problemas alimentares, em Moçambique, envio, mais um texto de reflexão. Um abraço amigo e agradecido. Pe Carlos Jacob

A comida dos pobres

Nestes meus treze anos de experiência missionária, habituei-me a ver muitas plantações de mandioca. Apesar do esforço do Governo, das Organizações internacionais e nacionais, de Instituições religiosas, politicas e sociais, em sensibilizarem para outras culturas mais nutritivas, a mandioca continua a ser a base da alimentação do povo. O esforço em alterar esta pratica de consumo da mandioca tem sido um fracasso.

A mandioca, Manihot esculenta Crantz, é uma planta perene e pertence á família das Euforbiáceas. Originária da América do Sul, foi trazida para África, no tempo da expansão marítima dos europeus. Depressa se difundiu e hoje podemos encontrá-la, nos países em desenvolvimento, em pequenas áreas com baixo nível tecnológico. É a base da economia agrícola por ser a principal fonte de carboidratos para milhões de pessoas.

A mandioca, depois de plantada, cresce rapidamente, tornando-se num arbusto, com folhas comestíveis. Os campos não precisam de qualquer preparação especial. Basta queimar um pedaço de terra para se obter uma machamba (campo) de mandioca. As folhas são utilizadas para preparar uma espécie de esparregado (matapa), mas são os tubérculos que constituem o trunfo mais valioso, porque  se pode transformar  em farinha  farinha (caracata).  Na ausência de  milho, arroz, massa, batatas ou trigo,  é a mandioca a comida dos pobres, em África. Os tubérculos, ricos em fécula, são grandes, bulbosos, com uma pele grossa e áspera, manchada com a cor do solo onde cresce. Têm de ser raspados e talhados. Depois, são colocados nos telhados de colmo das casas (palhotas feitas com lama) ou em algum alpendre para que possam secar. Guardam na num espaço da habitação sem quaisquer precauções especiais, porque é muito resistente á acção dos ácaros. Quando estão secos parecem-se com giz e são quebradiços. Pode, então confeccionar-se a caracata, farinha amassada em água com um pouco de sal, assemelhando se a uma massa para colar papel de parede. Tem um fraco valor nutritivo e pode permanecer mais de doze horas no estômago o que diminui a sensação de fome. O certo é que faz parte da dieta diária. Pode ser acompanhada com matapa, com feijão ou, então em algum dia mais festivo com galinha.

A mandioca é a comida por excelência dos mais pobres. A variação alimentar é mínima facto que pode justificar o elevado índice de desnutrição do agregado familiar sendo as crianças muito afectadas. O certo é que não se prevê grandes alterações na dieta alimentar nos próximos anos Não foram introduzidas inovações nas técnicas agrícolas, nem politicas agrícolas que ajudem a população a aceitar outras culturas que se possam ajudar as pessoas a mudar esta situação Continuaremos, por isso, a ouvir falar de fome e de desnutrição infantil.

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Buon pomeriggio, un momento in cui le previsioni indicano problemi alimentari in Mozambico, invio, un documento di discussione. Un abbraccio amichevole e ringraziato. Padre Carlos Jacob

Il cibo dei poveri

In questi miei tredici anni di esperienza missionaria, mi sono abituato a vedere molte delle piantagioni di manioca. Nonostante gli sforzi del governo, organizzazioni internazionali e istituzioni nazionali dei religiosi, politici e sociali per aumentare la consapevolezza di altre colture più nutrienti, la manioca è ancora la dieta base del popolo. Lo sforzo per cambiare questa pratica del consumo di manioca è stata un fallimento.

Manioca, Manihot esculenta Crantz, è una pianta perenne e appartiene alla famiglia delle Euphorbiaceae. Originario del Sud America, è stato portato in Africa nel momento di espansione marittima dell’Europa. Si diffuse rapidamente e oggi la troviamo, nei paesi in via di sviluppo, in piccole aree con un basso livello tecnologico. E’ alla base dell’economia agricola, può essere la principale fonte di carboidrati per milioni di persone.

Manioca, una volta piantata, cresce rapidamente, diventando un cespuglio con foglie commestibili. I campi non necessitano di alcuna preparazione particolare. Basta bruciare un pezzo di terra per ottenere una fattoria (campo) di manioca. Le foglie vengono utilizzate per preparare una sorta di spinaci (tubero fresco), ma sono tuberi che sono il bene più prezioso, perché può trasformarsi in farina pasto (caracata). In assenza di mais, riso, pasta, patate o mais, la manioca è l’alimento dei poveri in Africa. I tuberi sono ricchi di amido, sono grandi, bulbosa, con buccia spessa e dura, tinto del colore del terreno dove cresce. Essi devono essere raschiati e scolpite. Poi si sono messi in tetti di paglia delle case (capanne fatte di fango) o qualche portico in modo che possano asciugare. Immagazzinare in un’area di casa senza le precauzioni particolari perché è molto resistente all’azione degli acari. Quando sono asciutti sono come il gesso e sono fragili. È quindi possibile cuocere i personaggi, la farina mescolata in acqua con poco sale, simile a una massa per la pasta di carta da parati. Ha un basso valore nutrizionale e può rimanere più di dodici ore nello stomaco, che riduce la sensazione di fame. La verità è che parte della dieta quotidiana. Esso può essere accompagnato da tubero fresco, o con i fagioli, poi qualche giorno più festoso con il pollo.

La manioca è l’alimento per eccellenza dei poveri. Il cibo è la variazione minima che può giustificare l’elevato tasso di malnutrizione in casa con i bambini colpiti molto. La verità è che non ci sono piani di grandi cambiamenti nella dieta per il prossimo anno non sono state introdotte innovazioni nelle tecniche agricole, o le politiche agricole che aiutino le persone ad accettare altre culture che possono aiutare a cambiare questa situazione continuerà, quindi, sentire la fame e la malnutrizione.

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